Licenciaturas de medicina chinesa e uma pergunta sem resposta

Nuno Lemos CURSOS DE ACUPUNTURA 20 Comments

Licenciaturas de medicina chinesa e uma pergunta sem resposta

Como não podia deixar de ser, volta e meia, aparece alguém no fórum MTC ou na comunidade medicina chinesa a fazer questões sobre licenciaturas de medicina chinesa. Este tipo de questões são bastante explosivas acabando sempre em discussões sobre a qualidade das licenciaturas de medicina chinesa. Eu, como sempre, não deixo de atacar as licenciaturas de medicina chinesa de fins de semana.

Desta vez o confronto deu-se no ForumMTC (que creio já nem existe), numa discussão já avançada iniciada por uma aluna da APA-DA com dúvidas existenciais relativamente ao curso em si e que se começava a sentir enganada pelo mesmo. Passo a transcrever o comentário dessa aluna, na sua totalidade:

“Sou aluna da APA-DA do 3º ano, infelizmente não conheço bem os meus colegas, os que conhecia foram desistindo, portanto sinto-me um pouco perdida…

Gostaria que algum  colega me pudesse esclarecer algumas dúvidas que me têm atormentado, após ler alguns tópicos espalhados pela net:

Consegue-se exercer REALMENTE MTC no final deste curso da  APA-DA? Quem chega ao 5º ano sente-se preparado para tratar doentes? Com segurança? Com eficácia?

Estranho muito estas aulas salpicadas de mês a mês, sem vestígios de prática clinica. Estranho estes exames até ao momento de escolha múltipla, com baixo grau de exigencia (na minha opinião). Há Alguns Professores bons, mas outros muito maus que se limitam a ler slides durante horas seguidas. A sugestão de “irmos experimentando nos familiares e amigos” – parece-me uma irresponsabilidade -pessoalmente quando não sei, não gosto de inventar, pricipalmente actos médicos sejam de que natureza for. E esta questão de termos um paciente para treino (que acho normal, até deviamos ter muitos)mas que tem de PAGAR consultas numa clínica privada??? Começo-me a sentir enganada, será só uma sensação minha?

Seria muito mais eficaz termos aulas menos extensas mas todos os fins de semana…foi isso que eu pensei que aconteceria quando me inscrevi… Desta forma o conhecimento é disperso e a prática inexistente… O que será de um prifissional de saúde sem prática…sem experiencia…sem conhecimentos consolidados???

Cumprimentos aos colegas…”[i]

A minha opinião, bastante conhecida nos nossos meios, é simples: as licenciaturas de medicina chinesa de fim de semana são academicamente pobres. A sua grande vantagem é serem economicamente rentáveis para as pessoas à frente da escola. Obviamente que sou sempre acusado de ser imparcial, pretencioso e desonesto.

Uma simples pergunta

Gosto sempre de colocar uma questão à qual ninguém responde directamente: qual é a classe profissional que aceite licenciaturas de fim de semana para a sua formação base? Técnicos, médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, dietistas, entre outros. Qual destas profissões de saúde acha que licenciaturas baseadas em aulas de um fim-de-semana por mês (quando muito) são suficientes para a sua aprendizagem? Isto para não falar na anedota que são as aulas práticas ou os estágios clínicos, até há pouco tempo inexistentes.

Da última vez que levantei esta questão, recebi a resposta de um dos intervenientes do ForumMTC, Milonga:

“relativamente aos cursos de fim de semana,estou a concluir um doutoramento e há mais de 2 anos que não tenho aulas.Tive 2 dias por semana no primeiro ano e qdo terminar o doutoramento vou ser prof.Dr:Isso diz-te alguma coisa?”[ii]

Efectivamente isto diz-me que um doutoramento é diferente de uma licenciatura. E que há doutorados em Portugal que não sabem a diferença entre um e outro. Já agora, o mestrado também é diferente da licenciatura. Mas a questão que se coloca é em relação à formação base, à licenciatura.

Qualquer profissional de saúde consideraria desprestigiante passar-se a sua licenciatura de tempo inteiro para licenciaturas de fim-de-semana. No entanto, no mundo lusitano da Medicina Chinesa, estes cursos são perfeitamente válidos. Qualquer profissional de saúde diria de imediato que não se consegue ensinar a mesma coisa, com a mesma qualidade nas licenciaturas a tempo inteiro ou nas licenciaturas de fim-de-semana.

A questão continua sem resposta, pelo menos da parte dos aderentes das licenciaturas de fim-de-semana. Qual a classe profissional regulamentada que aceite este tipo de licenciaturas na sua formação base? E o leitor, o que pensa disto?

NOTAS FINAIS


[i] http://mtcforum.net/comunidade-de-mtc/curso-da-apa-da-duvidas-existenciais/

[ii] http://mtcforum.net/comunidade-de-mtc/curso-da-apa-da-duvidas-existenciais/45/

Comments 20

  1. Na universidade de pequim, o exame para doutoramento que lá se faz é de escolha multipla…
    Por assim ser não quer dizer que seja menos exigente…
    Pronto, não foi um verdadeiro comentário, mas sim um aparte ao post

  2. Relativamente aos estágios concordo que a maioria são uma tanga!
    uns dias atrás tive conhecimento de um estágio em que três alunos atendiam um paciente e faziam o tratamento segundo achavam que estava correcto, sem ninguém verificar se o diagnóstico feito pelos alunos estava correcto ou não. isso é a mesma coisa que irem tratar um amigo ou um vizinho por conta própria.
    Na minha opinião o estágio deveria ser da seguinte forma: os alunos acompanhavam o professor a trabalhar e, juntamente com este viam os sinais e sintomas do paciente, discutiam o caso em privado e depois fariam o tratamento. Senão o aluno pensa, por exemplo, que o pulso está deslizante e não está, levando-o a fazer um mau diagnóstico e consequentemente um mau tratamento podendo prejudicar o paciente e prejudicar a imagem da medicina chinesa e do local de ensino que frequenta e que cobre o estágio.

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    Boas Rui
    Realmente o comentário não tinha muito a ver com o artigo. lololololol
    No entanto usar diferentes métodos de avaliação é comum em diferentes universidades. Os americanos usam muito os testes americanos. Outros preferem perguntas de desenvolvimento ou perguntas de escolha múltipla.
    Nas minhas avaliações continuas e exames finais uso uma mistura de perguntas. A 1º avaliação continua deste ano, em Acupunctura Clinica I, era feita com perguntas de escolha múltipla e um quadro. As outras 2 foram com perguntas de resposta objectiva.
    Relativamente aos doutoramentos não sei que tipo de exames se fazem. Na realidade tinha mais a noção que os doutoramentos defendem-se. lololol
    abraço

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    Boas José
    O problema que mencionaste, acho que afecta todos os estágios existentes. Uns mais que outros.
    Eu sou contra a dar-se tanta liberdade aos alunos. Eles estão lá para aprender e não para fazer diagnósticos sozinhos (evidentemente que alguns alunos são particularmente bons e chega a uma altura quase não precisam da m uleta do professor).
    Eu sou o responsável clinico pelo dia de 4ª feira no Gabinete de Saúde e tenho lá alunos a estagiar e não deixo nenhum aluno fazer o diagnóstico sozinho… em particular as primeiras vezes.
    Ou sou eu que faço e o aluno observa ou é o aluno que faz e eu acompanho-o. Também obrigo os alunos a estudarem os casos mais antigos e explico a razão dos diferentes procedimentos.
    Acho que deveria ser assim em todos os estágios.
    abraço

  5. Boa noite,

    O vasio de yin que o ismtc sofre de momento é lapidar,de facto transcende já para o campo da intriga, o que pode levar para outra dimensão este debate,recomendo que o seu efeito de placebo seja intrinsecamente aproveitado para bem da mtc em Portugal.A harmonia e plenitude so se poderá alcançar sem este ataque serrado aos metodos,aos meios e as formas de toda e qualquer instituição que esteja a ministrar o ensino da mtc em Portugal.Não é de qualquer modo util tecer e postar comentarios de supostos alunos de uma credenciada instituição, que so trazem vasio de yin e nao a plenitude da dialectica.

    cumpts…
    seuqram

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    Boas pedro. Antes de tudo o que é a ismtc?
    Por outro lado o que é que quis dizer com todo o seu comentário. Peço desculpa mas passou-me completamente ao lado.
    abraço

  7. Por ismtc calculo que o Pedro queria dizer ESMTC…
    Nuno os teus ataques aos cursos de fim-de-semana são constantes e bem conhecidos, por um lado eu entendo, vejo bem por onde é possivel desconfiar da sua capacidade de consolidar conhecimentos nos alunos. Mas nem sempre isso acontece. Eu estou num desses cursos, no 2º ano, já percebo ALGUMA coisa de MTC, ainda faltam 3anos de matéria…
    Queria dizer: 1- Quanto á colega que iniciou o post de que falas, acho estranho ela não conhecer os seus colegas, será anti-social? Na minha turma também houve desistências e há alunos que agora estão na turma que não pertenciam a esta – chumbaram no 2º ano e por isso ficaram agora na turma que passou do 1º para o 2º ano, isto não impede que as pessoas se conheçam e conversem ou até mesmo façam amizade. 2- Como já deu para ver no ponto anterior HÁ ALUNOS QUE CHUMBAM!!! Quero eu dizer, o curso não pode ser assim tão fácil ou básico senão ninguém chumbava, e isto no 1º ano (estou a basear-me falar-te da minha turma) e com testes de escolha multipla! Houve 2 tipos de desistência na minha turma: os QUE CHUMBARAM NO 1º ANO, e pelo menos 2 ou 3 que desistiram. Entre os que desistiram a justificação que ouvi foi que não se identificavam com a MTC – acrescento que prevejo mais uns quantos desistirem pela mesma razão, há pessoal que é inteligente, consegue absorver a matéria mas que não se identifica com a base da MTC. 3- Os exames de escolha multipla são apenas nos 2 primeiros anos do curso. 4- Sim, há licenciaturas que são feitas “há distância”, ou com poucas aulas presenciais, conheço pelo menos 1 caso, estas licenciaturas são reconhecidas e oficiais no nosso país. E o que dizer das Universidades abertas? Em k as pessoas se licenciam nestes moldes, e há muitas pelo país, a matéria quase lhes é enviada por correio e os alunos depois fazem exames. Acho que este ultimo ponto responde (finalmente..) directamente á tua pergunta – sim, há licenciaturas oficiais e reconhecidas k exigem poucas aulas presenciais e muito estudo!!! 5- Direi também que este formato de licenciatura não é para qualquer um, exige muitissimo estudo e dedicação, exactamente ao contrário do k muitos pensam quando se metem nele, daí parte das desistências, a vocação é muito importante tb. 6- Há algumas aulas práticas (ainda o fds passado tive 6h..) durante o curso e a prática clinica pode ser feita no PAS onde não se paga por ser voluntariado.
    Beijinhos!

  8. Peço desculpa por ter postado a mesma resposta 2 vezes, foi sem querer, por favor apaga uma.
    Já agora o significado do comentário do Pedro não me passou ao lado… acho-o perfeitamente perceptivel…

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    Boas Catarina
    Pessoalmente acho que te andas a enganar. Mas cada um faz o que quer. Efectivamente se tivessemos numa área regulamentada e devidamente aprovada como curso de saúde tenho sérias dúvidas que os cursos de fds seriam aceites. Na realidade tenho a certeza absoluta que não seriam. Mas cada um se engana com aquilo que quer. Queres convenver-te que os cursos de fds oferecem boas formações? Na boa. Eu continuo a atacar esse tipo de formação.
    Quanto ao comentário do Pedro nem percebo a razão de ser. Tirando os floreados placebo ele fala da ESMTC quando eu sou o responsável pelo artigo. Se ele desejar que se dirija a mim directamente.
    Quanto às instituições credenciadas… é a tal coisa… cada um acredita naquilo que quer.
    abraço

  10. Dado que não consigo azer “copy/paste”, passo a escrever exactamente o conteudo do folheto informativo de um curso da área da saúde:
    “Curso de Auxiliar de Acção Médica; IPS – Instituto Profissional de Estudos da Saúde; Certificado de Formação; A sua formação para Auxiliar de Acção Médica é uma garantia para o seu futuro; ENSINO Á DISTÂNCIA” (!!!!!!!á DISTÂNCIA… nem aulas presenciais têm, quanto mais aulas práticas!!) Mas continua:
    “Apartir de SUA CASA E EM APENAS 6 MESES, pode tornar a sua vocação numa profissão para a vida; uma indiscutivel mais-valia na sua vida profissional; a sua formação como Auxiliar de Acção Médica é uma garantia para o seu futuro”. è certo que isto não é um curso de medicina, para ser médico, mas é auxiliar de ACÇÃO MÉDICA, e isto é na medicina convencional, bem regulamentada e controlada….
    Beijinhos.

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    Catarina espero bem que tenhas noção do que acabaste de escrever!
    Queres mesmo comparar a acupuntura a um curso de auxiliar de acção médica? Tens mesmo a certeza disso?
    De certeza que não queres rever o teu comentário? Se desejares até o apago. Mas nunca compares um curso de acupuntura com um curso de auxiliar de acção médica. A não ser que em vez de agulhas pretendas limpar o chão! lol
    abraço

  12. As auxiliares de acção médica só limpam o chão? E é preciso um curso para isso? Pelas fotos do folheto em causa este curso parece mais um curso de enfermagem “disfarçado”…

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    Boas Catarina
    Efectivamente nem precisas de curso para ser auxiliar de acção médica.
    E não não limpam só o chão. Mas efectivamente são responsáveis pela limpeza. E não tem autonomia profissional e não são um curso de saúde tal como é a fisioterapia, a enfermagem ou a medicina.
    Eu nem acredito que estou a discutir isto. Tu pretendes validar os cursos de fds da acupuntura com os cursos via net para auxiliares? Estou completamente pasmado. Afinal de contas tu gostas da acupuntura ou a acupuntura para ti está ao nível das auxiliares de acção médica? Se realmente pensas isso então acho que o melhor seria mesmo procurares outro curso. Nem sei o que dizer em relação a estes teus comentários.
    Abraço

  14. Não, de facto não pretendo validar os cursos de fim-de-semana de acupunctura com estes cursos á distância de auxiliar de acção médica. Apenas quiz mostrar os disparates que há por aí no que respeita a cursos, entre as coisas que estão regulamentadas. Se bem que este em especifico que aqui mencionei continua a parecer-me um curso de enfermagem disfarçado, mas claro que não o posso provar. A acupunctura para mim está ao nivel da medicina, e é isso que ela é… uma terapia que faz parte de uma medicina. No entanto gostava que um dia, pelo menos, apontasses um mau acupunctor que tenha tirado o seu curso aos fins-de-semana na APA-DA/UMC. Essa tua crença de que a formação é má é baseada apenas nisso, uma crença, não vejo provas de tal, não vejo maus acupunctores a exercerem tendo tirado o curso da APA-DA. E há que ter atenção a outro factor: há pessoal que não termina o curso e no entanto está a exercer. Isto vem da velha problemática da ausência de regulamentação. Há-de haver por aí, ou acredito que hajam, vários maus acupunctores que até frequentaram o curso de fins-de-semana, ,as NÃO o terminaram! Há pessoal a exercer que desistiu no 2º ou 3º ano, e ninguém pode fazer nada por isso. Até o Presidente da APA-DA / UMC já tem comentado isso e alertado para tal… sem regulamentação ele, nem ninguém, pode proíbi-los de exercer. Bjos!

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    Boas Catarina
    Por muito que te parece um curso de enfermagem disfarçado não é. Nem as pessoas que tiram esse curso algum dia serão aceites como enfermeiras. A não ser qie tirem o curso de enfermagem. lolol
    Esses cursos servem só para chamar a atenção de algumas pessoas que pretendam ir para essa área apesar de, como disse, não ser necessário tirar nenhum curso para ser auxiliar de acção médica.
    Relativamente aos acupuntores não vou estar a apontar nomes. Mas já conheci casos de maus acupuntores da APA-DA e doutras instituições. Inclusivamente a ESMTC.
    E não. Não tenho nenhum crença de que o ensino é mau nos cursos de fds. Tenho a certeza absoluta. E acho que não tens consciência das exigências que um curso a sério em tempo inteiro tem se achas realmente que as condiçºões da APA-DA são boas. Também estás a tentar defender que todos os acupuntores que acabam o curso na APA-DA são bons. Não há maus profissionais. Essa é uma caracteristica única da APA-DA. Nunca conheci a nível mundial uma instituiç~ºao de ensino que só licenciasse profissionais bons. A APA-DA deve ser mesmo fabulosa. Ou então estás a ter uma ideia bastante utópica do ensino da acupuntura e da instituição onde estudas.
    Relativamente à regulamentação concordo contigo. A ausência de regulamentação permite que profissionais sem curso exerçam. E também permite que profissionais com cursos académicamente despristigiantes e pobres possam exercer. Achas mesmo que se a acupuntura se encontrasse regulamentada iriam existir cursos de fds? Mais uma vez conheces algumas profissão de saúde que assim o faça (e nem venhas com a história dos auxiliares de acção médica!).?
    Abraço

  16. lol ’tá bem, eu não venho com a conversa do curso de auxiliar de acção médica. E não, de momento não tenho nenhum curso da área da medicina a apresentar que admita cursos de fins-de-semana. A Universidade de Évora tem uma pós-graduação em Acupunctura (leia-se MTC…) que deixo aqui descrita: “Esta pós-graduação, com diploma emitido conjuntamente pela UMC e Universidade de Évora, tem a duração de três anos, em horário pós-laboral, com aulas concentradas aos fins-de-semana (sábados das 14h00m às 20h00m e domingos das 10h00m às 18h00m), num total de, aproximadamente, 12 fins-de-semana por ano lectivo.

    O curso de Pós-Graduação destina-se aos profissionais de saúde com formação superior (dietistas, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, médicos, nutricionistas, psicólogos, técnicos de radiologia, veterinários e outros profissionais formados por instituições de ensino reconhecidas oficialmente).”

    Boa!! Agora, se forem licenciados da área da saúde “convencional”, já só precisam de 3 (TRÊS!!) anos para aprender MTC aos fins-de-semana, estes serão os acupunctores do futuro pois a regulamentação decerto não os deixaria de fora, afinal de contas eles são reconhecidos como oficialmente bem credenciados para praticar profissionalmente, pela Ordem dos Médicos!
    Discordas dos cursos de fim-de-semana todos, eu sei, discordarás deste tb concerteza (podes confirmar?) Mas esta reconhecida e oficial Universidade não discorda, e a ordem dos médicos tb não… Eles vão ser melhores que eu em MTC porque têm formação em medicina convencional?? É por serem formados em saude convencional que aprendem mais depressa MTC??
    Quanto a haverem maus acupunctores formados na APA-DA ou na ESMTC ou outra qualquer instituição, claro que há. Tambem há maus médicos na medicina convencional e posso dizer-to por experiência própria, bem como enfermeiros. O que eu queria saber era se tinhas informação de um bom nº de maus acupunctores formados pela APA-DA, que pudesse sustentar a crença da má formação. Não é por haver 1 ou 2 maus médicos formados pela Universidade de Coimbra que vamos afirmar que esta não presta. O mesmo se aplica á ESMTC e á UMC/ APA-DA. Teria de haver uma percentagem relevante de diplomados a serem maus acupunctores para se poder afirmar que a formação é má. É assim que eu vejo. Isto tudo, claro, descontando á priori os alunos desistentes que não acabam os cursos mas passam a exercer, estes nunca poderiam contar.

  17. ola,catarina,
    de facto estou inteiramente de acordo com as tuas palavras e remato o seguinte,o curso de mtc da UMC ministrado ao longo de 5 anos é na realidade o curso mais completo,mais exigente,e mais intensivo que se leciona em portugal, existem porem,varias alternativas ao dispor do aluno para o seu ingresso, e as aulas dadas ao fim de semana são uma excelente opção para precisamente aquela franja da sociedade que já se encontra no mercado de trabalho, e sem esta opção ,era de todo impossivel obter tão valido conhecimento em mtc…..
    cumpts.

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    Boas Catarina
    Relativamente à Universidade de Aveiro estás a confundir uma pós-graduação com um curso base de licenciatura. São coisas completamente diferentes.
    Relativamente ao caso de Évora e aos seus cursos de fds. É evidente que eles serão considerados acupuntores. Se o Choy cria a APA-DA e os cursos da Universidade de Évora, certamente que não é para deixar de fora esses profissionais.
    São pós-graduações não são licenciaturas base. Vai perguntar a esses profissionais de saúde se a sua licenciatura base é de fds. Não te admires quando te disserem que não! lol
    “O que eu queria saber era se tinhas informação de um bom nº de maus acupunctores formados pela APA-DA, que pudesse sustentar a crença da má formação. ” Eu conheço hist´roias de pacientes e de leitores do blogue. Não existe nenhum estudo nem controlo de qualidade que se possa dizeer isso nem estão definidos os parâmetros de boa e competente prática para que se possa dizer quem é bom ou mau. Obviamente que tu partes do princípios que são todos bons. E segues deste princípio insustentado para provares que obviamente os cursos de fds são bons.
    Esqueces que são academicamente pobres e fracos a nível prático. Já mjuito escrevi sobre isso e tens outros textos onde podes confirmar isso tudo. Tu pretendes sustentar estes cursos com base no facto que não há forma de avaliar a qualidade dos acupuntores e como tal são todos bons. Não tens noção do que se passa à tua volta. lol

    Boas Pedro
    Escreveste:
    “o curso de mtc da UMC ministrado ao longo de 5 anos é na realidade o curso mais completo,mais exigente,e mais intensivo que se leciona em portugal,” Essa é outra das coisas. Como sabes? Tens forma de avaliar? Não. Mas é como os acupuntores da APA-DA. São todos bons. E é como o curso da APA-DA: um dos melhores da Europa. enfim. Marketing não falta. lol
    abraço

  19. Olá Pedro Passos, pois realmente também concordo com o que disseste. Se o curso de fim-de-semana não existisse havia imensa gente que não poderia formar-se em MTC por falta de tempo, por estarem a trabalhar a tempo inteiro não poderiam frequentar uma licenciatura. Eu acho o curso uma boa coisa, mas o problema do Nuno é com a ideia de que a formação é má 🙂

    Nuno, eu apresentei a pós-graduação de Évora como exemplo de que há instituições oficiais que parecem acreditar perfeitamente na boa formação dos cursos de fds. Não a apresentei como exemplo de licenciatura aos fds, poderás ver que primeiro referi “E não, de momento não tenho nenhum curso da área da medicina a apresentar que admita cursos de fins-de-semana.” De facto aquela é uma pós-graduação e não uma licenciatura, e de qualquer forma é tb em MTC e não da medicina convencional. De novo, quero apenas mostrar que a Universidade de Évora e a ordem dos médicos não parecem rejeitar as formações aos fins-de-semana.

    De resto também coloco então uma questão: qual é a diferença entre a minha licenciatura e a tua em MTC em relação a essa pós-graduação no que respeita a exercer acupunctura? Quero eu dizer: aquela pós-graduação não vai permitir-lhes EXERCER MTC?? Vai dar ao mesmo chamarem-lhe licenciatura ou pós-graduação – o facto é que vão poder exercer acupunctura com aquela formação, tal como tu (com a tua licenciatura de Nanjing e eu com a minha de 5 anos de fins-de-semana 😉 ‘Tás a perceber onde quero chegar…

    Outra coisa, dizes: “Relativamente ao caso de Évora e aos seus cursos de fds. É evidente que eles serão considerados acupuntores. Se o Choy cria a APA-DA e os cursos da Universidade de Évora, certamente que não é para deixar de fora esses profissionais.” Então mas o representante da Acupunctura na CTCTNC não o Dr José Faro? “o Choy” (como lhe chamas, eu chamo-lhe Dr Pedro Choy e note-se que tb chamo Dr José Faro, consigo manter algum respeito por ambos…pelo menos em público) tem poder suficiente nesse assunto da regulamentação para fazer reconhecer todos estes cursos de fim-de-semana contra tudo e todos? O poderoso da regulamentação da MTC devia ser o Dr José Faro, ele é que assumiu o cargo de representante, ou será que não é suficientemente poderoso? Secalhar era mesmo melhor trocar com o Dr Pedro Choy, já que não conseguirá pará-lo no que respeita ao reconhecimento dos cursos de fds.. 😉
    Beijinhos!

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    Boas Catarina
    Não é ideia que um curso de fds como licenciatura é mau. É certeza absoluta. Por isso não existe em nenhuma área da saúde que esteja regulamentada. E para quem gosta de MTC defender cursos que nem sequer pfecerem curriculu suficiente para garantir autonomia profissional é no mínimo irónico.

    A ordem dos médicos não rejeita formações de fds desde que não sejam os cursos base de medicina. É disso que se está a falar.

    Eu não posso fazer comparações certas com aquela pós-graduação porque é para profissionais de saúde. Ou seja é aos fds mas efectivamente existem uma série de cadeiras de foro cientifico que já se encontram feitas. E sim, eles vão poder exercer MTC como tu e eu! Volto a dizer que não conheço a pós-graduação. Mas uma pós-graduação é diferente de uma licenciatura. No estado actual de ausência de regulamentação vale tudo e como tal nem interessa saber se é um curso completo, um curso de fds uma pós-graduação ou outra coisa qq. A falta de regulamentação permite a rebaldaria. De qualquer forma não conheço o curriculo académico dessa pós-graduação para falar dela.

    Se preferires tratar todos por Dr. excelente. Eu não tenho hábito de usar títulos. Mas se te ofende assimd essa forma podemos tratar todos por Dr. >Ou quem sabe Prof. Dr. Por exemplo o Dr. Faro é na realidade Prof. Dr. E creio que se passa o memso para o Dr. Choy. Se quiseres podemos ficar aqui só a escrever títulos. Eu, pessoalmente, prefiro usar nomes e focar-me na discussão dos argumentos. Não faço por pretender desrespeitar ninguêm (e tanto quanto sei o Dr. Pedro Choy prefere ser tratado pelo nome e não pelo título!)

    Relativamente ao representante. Ele não é todo pdoeroso. E esta última parte do comentário é no mínimo rídicula. Se não existe regulamentação qq um faz o que quer. Nem compreendo a lógica deste comentário. E enganas-te se achas que vais ter acupunturores com autonomia profissional regulamentados a serem licenciados por cursos de fds. Estás muito afastada da realidade. É que se o curso não tiver uma formação miníma não podes ter autonomia profissional e os cursos de fds não tem essa formação miníma. A não ser que queiras formar auxiliares de acçãod e acupuntura. Absolutamente excelente. Talvez seja mesmo melhor chamar o Dr. Choy… para formar a próxima classe profissional de auxiliares de acção acupuntural. É altura de começar a abrir os olhos.
    abraço

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